TRT-16 lança campanha de combate à violência doméstica e familiar contra mulheres
Além de informar, a campanha também busca sensibilizar e acolher, contribuindo para que mulheres em situação de vulnerabilidade se sintam encorajadas a buscar apoio.
O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (Maranhão) lançou uma campanha institucional voltada ao combate à violência doméstica e familiar contra mulheres, com foco especial em magistradas, servidoras, estagiárias, jovens aprendizes e terceirizadas da instituição, mas a iniciativa tem como objetivo informar, sensibilizar e orientar as mulheres em geral sobre os diferentes tipos de violência, bem como divulgar canais de apoio e denúncia. A campanha reforça o compromisso do Tribunal com a promoção de um ambiente de trabalho seguro, respeitoso e atento às diversas formas de violência que podem impactar a vida das mulheres, inclusive, para além do espaço profissional.
Com abordagem sensível e educativa, a campanha parte do reconhecimento de que a violência doméstica nem sempre se manifesta de forma explícita. Muitas vezes, ela ocorre de maneira silenciosa, por meio de práticas que envolvem controle, intimidação, humilhação e isolamento, o que torna fundamental a ampliação da informação e da capacidade de identificação desses sinais.
Conceito e abordagem
A campanha foi construída a partir do conceito de que reconhecer a violência é o primeiro passo para romper o ciclo que a sustenta. A proposta busca não apenas informar, mas também sensibilizar e acolher, contribuindo para que mulheres em situação de vulnerabilidade se sintam encorajadas a buscar apoio.
A comunicação adota linguagem clara, acessível e empática, evitando termos técnicos e priorizando mensagens diretas que favoreçam a identificação com o público. Como elemento de identidade, foram utilizados tons suaves, como lilás, roxo, pink e rosa, que são cores frequentemente associadas à luta pelos direitos das mulheres. As composições visuais foram completadas com flores desidratadas, uma escolha estética que reforça a ideia de delicadeza e resistência, além da sugestão de que, apesar do sofrimento enfrentado, ainda há beleza e força para seguir um caminho mais saudável e feliz. Essa concepção traduz visualmente a complexidade do tema abordado.
Conteúdos e peças da campanha
A campanha foi estruturada prioritariamente em ambiente digital, com foco na rede social Instagram do Tribunal, e em canais internos, como o e-mail institucional e as telas de inicialização da rede de computadores. Entre as principais peças desenvolvidas, destacam-se:
- posts informativos sobre os diferentes tipos de violência doméstica e familiar (física, psicológica, moral, sexual e patrimonial);
- publicações de sensibilização, com frases de impacto que estimulam a reflexão sobre o tema;
- conteúdos voltados à orientação, com destaque para a rede de apoio e os canais de denúncia;
- materiais institucionais para o site.
A estratégia de comunicação foi pensada de forma sequencial, conduzindo o público por uma jornada que envolve posicionamento institucional, sensibilização, informação, reflexão e orientação. Conheça o Plano de Comunicação da Campanha de Combate à Violência Doméstica.
Compromisso institucional
Ao promover a campanha, o TRT-16 reafirma seu papel de órgão do sistema de justiça que atua também como agente de transformação social. A iniciativa dialoga com políticas institucionais de valorização das pessoas e de enfrentamento a todas as formas de violência e discriminação.
A ação também busca contribuir para a construção de uma cultura organizacional baseada no respeito, na escuta e no acolhimento, fortalecendo a rede de apoio às mulheres no âmbito institucional.
Reconhecer a violência é o primeiro passo para romper o silêncio, e nenhuma mulher deve enfrentar essa realidade sozinha.
Canais de denúncia
Quem estiver vivendo uma situação de violência doméstica ou conhecer alguém que esteja passando por isso, saiba que existem caminhos de apoio, acolhimento e denúncia.
Para o público interno, o TRT-16 recebe denúncias na OUVIDORIA, por meio do telefone (98)2109-9494 e de um formulário disponível no site; e na GESTÃO DE PESSOAS, pelo e-mail violenciacontramulher@trt16.jus.br.
Em nível de Brasil, pode ser acionado o DISQUE 180 (Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência), que recebe denúncias, oferece orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. Também é possível denunciar pelo DISQUE 100.
No Maranhão, um importante local de denúncia é a DELEGACIA ESPECIAL DA MULHER, que funciona na CASA DA MULHER BRASILEIRA, localizada na Av. Prof. Carlos Cunha, nº 572, no bairro do Jaracaty, em São Luís. A denúncia pode ser feita pelos telefones celulares (98)99100-6166 (WhatsApp), (98)98409-8557 e (98)99187-6622; pelos telefones fixos (98)3214-8649, (98)3214-8651 e (98)3214-8647; e pelo e-mail demsaoluis@gmail.com.
Na Casa da Mulher Brasileira, também funcionam outros órgãos estaduais relacionados ao tema e que também recebem denúncias:
- Defensoria Pública Estadual - NÚCLEO DE DEFESA DA MULHER E DA POPULAÇÃO LGBT - telefone (98)99242-0137 e e-mail nucleomulherlgbt@ma.def.br;
- CENTRO DE REFERÊNCIA DE ATENDIMENTO À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA (CRAMSV) - telefone (98)99103-0281;
- SECRETARIA DE ESTADO DA MULHER (SEMU) - telefones (98)98427-1002 e (98)98427-3681, e e-mail gabinete@semu.ma.gov.br.
Há, ainda, a PATRULHA MARIA DA PENHA, que atende pelos telefones (98)2106-8480 e (98)99219-3671.
Buscar ajuda é um passo importante para romper o ciclo da violência e proteger a própria vida e a dignidade.
Você não está sozinha. Procure apoio. Converse com pessoas de confiança. Busque os canais de orientação e denúncia disponíveis.
Denunciar é um direito. Acolher é um dever de todos nós.
Violência doméstica não é um assunto privado. É uma questão de direitos, dignidade e proteção.
O TRT-16 se posiciona contra qualquer forma de violência.
Não se cale! Denuncie! DISQUE 180!
Colabore com a Campanha, curtindo e compartilhando as postagens do perfil do TRT-16 no Instagram, para que as orientações alcancem mais pessoas que possam precisar acionar os canais de denúncia.
